Herculano Sousa
Ficção baseada em mim mesmo
De Herculano de Lima Einloft Neto.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2017.
Herculano Sousa era uma pessoa que tinha como atividades ler e traduzir. Escolhia bem o de que queria falar. Herculano Sousa não desconsiderava a escrita à mão, mas era mais eficiente na digitação em teclado ao computador. A espiritualidade era importante para ele, e uma existência talvez imune aos riscos, e um procedimento mental, eram o que ele procurava.
Herculano Sousa mantinha suas comunicações por meio de coisas escritas, digitadas, etc. Tinha interesse na literatura brasileira, e na bibliografia humorística brasileira. Traduzia de língua inglesa para língua portuguesa do Brasil, em geral. Apreciava autores humorísticos estadunidenses norte-americanos.
Poderia, pensava, talvez até ter uma comunicação por via de correspondência, por via de cartas, um pouco diferente de via interrede de telecomunicações, mas ele usava a interrede de telecomunicações.
Desde sempre, Herculano Sousa se soubera interessado em escrever, desde antes de sua infância, desde antes dos cadernos de redação da escola primária. Seu pai e sua mãe eram uma influência e um incentivo a essa atividade.
Os interesses vários que existem no mundo mental e no mundo material criavam um repertório de temas a serem tratados.
sábado, 31 de dezembro de 2016
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
Uma Fábula
De Mark Twain ou Samuel L. Clemens.
De http://www.unz.org/Pub/Harpers-1909dec-00070?View=PDF , ou The Complete Short Stories of Mark Twain, Bantam.
Tradução de língua inglesa para língua portuguesa do Brasil.
De Herculano de Lima Einloft Neto.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2016.
Uma vez um artista que tinha pintado uma pequena e muito bela pintura a colocou de forma que ele podia a ver no espelho. Ele disse, "Isso dobra a distância e a suaviza, e é duas vezes tão amável quanto era antes."
Os animais fora nas matas ouviram disso através do gato doméstico, que era grandemente admirado por eles porque ele era tão douto, e tão refinado e civilizado, e tão educado e altamente-criado, e podia lhes dizer tanto que eles não sabiam antes, e não tinham certeza sobre depois. Eles ficaram muito excitados sobre esse novo pedaço de fofoca, e eles fizeram perguntas, de forma a chegar a um entendimento completo disso. Eles perguntaram o que uma pintura era, e o gato explicou.
"É uma coisa plana," ele disse; "assombrosamente plana, maravilhosamente plana, encantadoramente plana e elegante. E, oh, tão bela!"
Aquilo os excitou quase a um frenesi, e eles disseram que eles iriam dar o mundo para a ver. Então o urso perguntou:
"O que é que a faz tão bela?"
"É a aparência dela," disse o gato.
Isso os encheu com admiração e incerteza, e eles ficaram mais excitados do que nunca. Então a vaca perguntou:
"O que é um espelho?"
"É um buraco na parede," disse o gato. "Você olha dentro dele, e lá você vê a pintura, e ela é tão refinada e encantadora e etérea e inspiradora em sua beleza inimaginável que sua cabeça vira em volta e em volta, e você quase desmaia com êxtase."
O asno não tinha dito nada ainda; ele agora começou a atirar dúvidas. Ele disse que não havia nunca existido coisa alguma tão bela como isso antes, e provavelmente não existia agora. Ele disse que quando se precisava de uma cesta cheia de adjetivos sesquipedais para alvoroçar uma coisa de beleza, era tempo para suspeição.
Era fácil ver que essas dúvidas estavam tendo um efeito sobre os animais, então o gato saiu fora ofendido. O assunto foi deixado por um par de dias, mas no meio tempo curiosidade estava tomando um início novo, e havia um reviver de interesse perceptível. Então os animais criticaram o asno por estragar o que poderia possivelmente ter sido um prazer para eles, sobre uma mera suspeição de que a pintura não era bela, sem qualquer evidência de que tal fosse o caso. O asno não se embaraçou; ele estava calmo, e disse que havia um jeito de descobrir quem estava no direito, ele mesmo ou o gato: ele iria ir e olhar dentro daquele buraco, e voltar e dizer o que ele achasse lá. Os animais se sentiram aliviados e gratos, e lhe pediram para ir imediatamente--o que ele fez.
Mas ele não sabia aonde ele deveria ficar; e então, através de erro, ele ficou entre a pintura e o espelho. O resultado foi que a pintura não teve chance, e não apareceu. Ele retornou para casa e disse:
"O gato mentiu. Não havia nada dentro daquele buraco a não ser um asno. Não havia um sinal de uma coisa plana visível. Era um asno vistoso, e amigável, mas somente um asno, e nada mais."
O elefante perguntou:
"Você o viu bem e claramente? Você estava perto dele?"
"Eu o vi bem e claramente, O Hathi, Rei das Bestas. Eu estava tão perto que eu toquei narizes com ele."
"Isso é muito estranho," disse o elefante; "o gato sempre foi verdadeiro antes--tão longe como nós podíamos entender. Deixe outra testemunha tentar. Vá, Baloo, olhe dentro do buraco, e venha e relate."
Então o urso foi. Quando ele voltou, ele disse:
"Ambos o gato e o asno têm mentido; não havia nada dentro daquele buraco a não ser um urso."
Grande foi a surpresa e embaraço dos animais. Cada um estava agora ansioso para fazer o teste ele mesmo e chegar à verdade reta. O elefante os enviou cada um de uma vez.
Primeiramente, a vaca. Ela não achou nada dentro do buraco a não ser uma vaca.
O tigre não achou nada dentro dele a não ser um tigre.
O leão não achou nada dentro dele a não ser um leão.
O leopardo não achou nada dentro dele a não ser um leopardo.
O camelo achou um camelo, e nada mais.
Então Hathi estava irado, e disse que ele iria ter a verdade, se ele tivesse que ir e a pegar ele mesmo. Quando ele retornou, ele abusou todos os seus súditos por mentirosos, e estava em uma fúria inaplacável com a cegueira mental e moral do gato. Ele disse que qualquer um a não ser um tolo míope podia ver que não havia nada dentro do buraco a não ser um elefante.
MORAL, PELO GATO
Você pode achar em um texto o que quer que você traga, se você for ficar entre ele e o espelho de sua imaginação. Você pode não ver suas orelhas, mas elas irão estar lá.
Cf. Houaiss, Avery, Barsa.
Cf. Dicionário Houaiss da língua portuguesa.
Cf. Dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira da língua portuguesa.
Cf. https://priberam.pt/dlpo/Default.aspx , norma brasileira.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Os Políticos
De Ambrose Bierce.
De Fantastic Fables, Dover ou http://www.gutenberg.org/ebooks/374 .
Tradução de língua inglesa para língua portuguesa do Brasil.
De Herculano de Lima Einloft Neto.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2016.
Um Político Velho e um Político Jovem estavam viajando através de um país belo, pela estrada empoeirada que leva à Cidade de Obscuridade Próspera. Atraído pelas flores e a sombra e encantado pelos cantos de pássaros que convidavam para caminhos de terra-mata e campos verdes, sua imaginação atiçada por vislumbres de domos dourados e palácios reluzentes na distância em ambas as mãos, o Político Jovem disse:
"Nos deixe, eu lhe suplico, virar embora dessa estrada sem conforto levando, tu sabes aonde, mas não eu. Nos deixe virar nossas costas sobre dever e nos abandonar aos deleites e vantagens que nos sinalizam de todo bosque e chamam a nós de toda colina brilhante. Nos deixe, se assim tu quiseres, seguir este caminho belo, que, como tu vês, tem uma prancha-guia dizendo, 'Virem para aqui todos vocês que procuram o Palácio de Distinção Política.'"
"Ele é um caminho belo, meu filho," disse o Político Velho, sem nem enfraquecer seu passo ou virar sua cabeça, "e ele leva dentre cenas agradáveis. Mas a procura pelo Palácio de Distinção Política é rodeada por um poderoso perigo."
"Qual é esse?" disse o Político Jovem.
"O perigo de o achar," o Político Velho respondeu, continuando adiante.
Cf. Houaiss, Avery, Barsa.
Cf. Dicionário Houaiss da língua portuguesa.
Cf. Dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira da língua portuguesa.
Cf. dict, GNU/Linux.
Cf. https://priberam.pt/dlpo/Default.aspx , norma brasileira.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
O Patriota Engenhoso
De Ambrose Bierce.
De Fantastic Fables, Dover, ou http://www.gutenberg.org/ebooks/374 .
Tradução de língua inglesa para língua portuguesa do Brasil.
De Herculano de Lima Einloft Neto.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2016.
TENDO obtido uma audiência do Rei um Patriota Engenhoso puxou um papel de seu bolso, dizendo:
"Possa agradar sua Majestade, eu tenho aqui uma formula para construir placas de armadura que nenhuma arma de fogo pode perfurar. Se essas placas forem adotadas na Marinha Real nossos navios de guerra irão ser invulneráveis, e portanto invencíveis. Aqui, também, estão relatórios dos Ministros de sua Majestade, atestando o valor da invenção. Eu irei me separar de meus direitos nela por um milhão de tumtums."
Depois de examinar os papéis, o Rei os guardou e lhe prometeu uma ordem sobre o Senhor Alto Tesoureiro do Departamento de Extorsão para um milhão de tumtums.
"E aqui," disse o Patriota Engenhoso, puxando outro papel de outro bolso, "estão os planos de trabalho de uma arma de fogo que eu tenho inventado, que irá perfurar essa armadura. O Irmão Real de sua Majestade, o Imperador de Bang, está ansioso para o comprar, mas lealdade para o trono e pessoa de sua Majestade me constrangem a o oferecer primeiramente a sua Majestade. O preço é um milhão de tumtums."
Tendo recebido a promessa de outro cheque, ele enfiou sua mão em ainda outro bolso, notando:
"O preço da arma de fogo irresistível iria ter sido muito maior, sua Majestade, a não ser pelo fato de que seus mísseis podem ser tão efetivamente neutralizados por meu método peculiar de tratar as placas de armadura com um novo--"
O Rei sinalizou ao Grande Factotum Cabeça para se aproximar.
"Reviste este homem," ele disse, "e relate quantos bolsos ele tem."
"Quarenta e três, Senhor," disse o Grande Factotum Cabeça, completando o escrutínio.
"Possa agradar sua Majestade," gritou o Patriota Engenhoso, em terror, "um deles contém tabaco."
"O segure pelos tornozelos e o sacuda," disse o Rei; "então lhe dê um cheque para quarenta e dois milhões de tumtums e o ponha para morte. Deixe um decreto sair declarando engenhosidade uma ofensa capital."
Cf. Houaiss, Avery, Barsa.
Cf. Dicionário Houaiss da língua portuguesa.
Cf. Dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira da língua portuguesa.
Cf. https://priberam.pt/dlpo/Default.aspx , norma brasileira.
Cf. dict, GNU/Linux.
A Vela Carmesim
De Ambrose Bierce.
De Fantastic Fables, Dover, ou http://www.gutenberg.org/ebooks/374 .
Tradução de língua inglesa para língua portuguesa do Brasil.
De Herculano de Lima Einloft Neto.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2016.
Um HOMEM deitado no ponto de morte chamou sua esposa para o lado de sua cama e disse:
"Eu estou prestes a deixar você para sempre; me dê, portanto, uma última prova de sua afeição e fidelidade, pois, de acordo com nossa sagrada religião, um homem casado procurando admissão no portão do Paraíso é requerido de jurar que ele não tem nunca se deturpado com uma mulher não-valorosa. Em minha bancada você vai achar uma vela carmesim, que foi abençoada pelo Alto Clérigo e tem uma significação mística peculiar. Jure para mim que enquanto ela estiver em existência você não vai casar de novo."
A Mulher jurou e o Homem morreu. No funeral a Mulher ficou de pé na cabeça do esquife, segurando uma vela carmesim acessa até que ela se gastou inteiramente embora.
Cf. Houaiss, Avery, Barsa.
Cf. Dicionário Houaiss da língua portuguesa.
Cf. Dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira da língua portuguesa.
Cf. https://priberam.pt/dlpo/Default.aspx , norma brasileira.
O Princípio Moral e o Interesse Material.
De Ambrose Bierce.
De Fantastic Fables, Dover ou http://www.gutenberg.org/ebooks/374 .
Tradução de língua inglesa para língua portuguesa do Brasil.
De Herculano de Lima Einloft Neto.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2016.
Um PRINCÍPIO Moral encontrou um Interesse Material em uma ponte larga o suficiente para apenas um.
"Abaixo, sua coisa base!" trovejou o Princípio Moral, "e me deixe passar sobre você!"
O Interesse Material meramente olhou nos olhos do outro sem dizer coisa alguma.
"Ah," disse o Princípio Moral, hesitantemente, "nos deixe tirar a sorte em palitos para ver qual deve se retirar até que o outro tenha atravessado."
O Interesse Material manteve um silêncio inquebrado e um olhar fixo não-vacilante.
"Com o fim de evitar um conflito," o Princípio Moral prosseguiu, algo desconfortavelmente, "eu devo eu-mesmo deitar e deixar você passar sobre mim."
Então o Interesse Material achou uma língua, e por uma estranha coincidência ela era sua própria língua. "Eu não acho que você seja muito bom andando," ele disse. "Eu sou um pouco particular sobre o que eu tenho abaixo de meus pés. Suponha que você saia fora dentro da água."
Ocorreu dessa maneira.
Cf. Houaiss, Avery, Barsa.
Cf. Dicionário Houaiss da língua portuguesa.
Cf. Dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira da língua portuguesa.
Cf. https://priberam.pt/dlpo/Default.aspx , norma brasileira.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Ciência contra Sorte
De Mark Twain ou Samuel L. Clemens. (1835, Florida, Missouri, EUA -- 1910)
De http://uwch-4.humanities.washington.edu/Tautegory/EBOOKS/twain/SCIENCE%20VS.%20LUCK.htm ou The Complete Short Stories of Mark Twain, Bantam.
Tradução de língua inglesa para língua portuguesa do Brasil.
De Herculano de Lima Einloft Neto.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2016.
Naquele tempo, em Kentucky (disse o Honorável Sr. K----), a lei era muito estrita contra o que ela chamava "jogos de azar". Cerca de uma dúzia dos garotos foram detetados jogando "seven-up" ou "old sledge" por dinheiro, e o grande júri achou uma denúncia verdadeira contra eles. Jim Sturgis foi retido para os defender quando o caso veio à tona, de curso. Quanto mais ele estudava sobre a matéria e olhava dentro da evidência, mais plano era que ele precisava perder um caso por fim -- não havia nenhum contorno a esse fato doloroso. Aqueles garotos tinham certamente estado apostando dinheiro em um jogo de azar. Mesmo a simpatia pública foi levantada em favor de Sturgis. Pessoas diziam que era uma pena o ver estragar sua carreira bem-sucedida com um caso grande proeminente como esse, que precisava ir contra ele.
Mas depois de várias noites mal-dormidas uma ideia inspirada luziu sobre Sturgis, e ele saltou fora da cama deleitado. Ele pensava que ele via seu caminho adiante. O dia seguinte ele sussurrou ao redor um pouco entre seus clientes e uns poucos amigos, e então quando o caso apareceu em côrte ele reconheceu o seven-up e o apostamento, e, como sua única defesa, teve a afrontação pasmosa de pôr dentro a declaração de que old sledge não era um jogo de azar! Houve o tipo mais largo de um sorriso todo sobre as faces daquela audiência sofisticada. O juiz sorriu com o resto. Mas Sturgis manteve um semblante cuja seriedade era mesmo severa. O conselho oposto tentou o ridicularizar fora de sua posição, e não foi bem-sucedido. O juiz caçoou em um jeito judicial ponderoso sobre a coisa, mas não o moveu. A matéria estava se tornando grave. O juiz perdeu um pouco de sua paciência, e disse que a piada tinha ido longe o suficiente. Jim Sturgis disse que ele não sabia de nenhuma piada na matéria -- seus clientes não poderiam ser punidos por ter indulgência com o que algumas pessoas escolhiam considerar um jogo de azar, até que estivesse provado que ele era um jogo de azar. Juiz e conselho disseram que isso seria uma matéria fácil, e em seguida chamaram Diáconos Job, Peters, Burke, e Johnson, e Pastores Wirt e Miggles, para testemunhar; e eles unanimamente e com sentimento forte puseram abaixo a tergiversação legal de Sturgis, por pronunciando que old sledge era um jogo de azar.
"O que você o nomeia agora!" disse o juiz.
"Eu o nomeio um jogo de ciência!" retorquiu Sturgis; "e eu irei o provar, também!"
Eles viram seu pequeno jogo.
Ele trouxe adentro uma nuvem de testemunhas, e produziu uma massa esmagadora de testemunho, para mostrar que old sledge não era um jogo de azar, mas um jogo de ciência.
Em vez de ser o caso mais simples no mundo, ele tinha de algum modo se tornado um excessivamente nodoso. O juiz coçava sua cabeça sobre ele um tempo, e disse que não havia nenhum jeito de chegar a uma determinação, porque justamente tantos homens poderiam ser trazidos para côrte que iriam testemunhar para um lado, como poderiam ser encontrados para testemunhar para o outro. Mas ele disse que ele estava disposto a fazer a coisa justa por todas as partes, e iria atuar sobre qualquer sugestão que Sr. Sturgis iria fazer para a solução da dificuldade.
Sr. Sturgis estava sobre seus pés em um segundo:
"Aliste jurados em um júri de seis de cada, Sorte contra Ciência -- lhes dê velas e um par de baralhos, os mande para dentro da sala de júri, e justamente se sujeite ao resultado!"
Não houve disputa da justiça da proposição. Os quatro diáconos e os dois pastores foram jurados dentro como os jurados de "azar", e seis velhos professores de seven-up inveterados foram escolhidos para representar o lado "ciência" da questão. Eles se retiraram para a sala do júri.
Em cerca de duas horas, Diácono Peters enviou alguém para pegar emprestado três dólares de um amigo. [Sensação.] Em cerca de duas horas mais, Pastor Miggles enviou alguém para côrte para pegar emprestado uma "participação" de um amigo. [Sensação.] Durante as próximas três ou quatro horas, o outro pastor e os outros diáconos enviaram pessoas para côrte para pequenos empréstimos. E ainda a audiência lotada esperava, pois isso era uma ocasião prodigiosa em Bull's Corners, e uma em que todo pai de uma família estava necessariamente interessado.
O resto da história pode ser contado brevemente. Por volta de luz-do-dia o júri veio adentro, e Diácono Job, o homem-de-frente, leu o seguinte.
VEREDITO.
Nós, o júri no caso do Estado de Kentucky vs. John Wheeler et al., temos considerado cuidadosamente os pontos do caso, e testado os méritos das várias teorias avançadas, e por meio deste decidimos unanimamente que o jogo comummente conhecido como old sledge ou seven-up é eminentemente um jogo de ciência e não de azar. Em demonstração do quê, é por meio deste e aqui declarado, iterado, reiterado, posto adiante, e feito manifesto, que, durante a noite inteira, os homens de "azar" nunca ganharam um jogo ou viraram um valete, embora ambos feitos foram comuns e frequentes para a oposição; e demais, em suporte desse nosso veredito, nós chamamos atenção para o fato significante de que os homens de "azar" estão todos falidos, e os homens de "ciência" têm conseguido todo o dinheiro. É a opinião deliberada deste júri que a teoria de "azar" concernindo seven-up é uma doutrina perniciosa, e calculada para infligir sofrimento inaudito e perda pecuniária sobre qualquer comunidade que tome estoque nela.
"Esse é o jeito que seven-up veio a ser posto de lado e particularizado nos livros de estatuto de Kentucky como sendo um jogo não de azar mas de ciência, e portanto não punível sob a lei," disse Sr. K----. "Esse veredito é de registro, e se mantém bom até este dia."
Cf. Houaiss, Avery, Barsa.
Cf. Dicionário Houaiss da língua portuguesa.
Cf. Dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira da língua portuguesa.
Cf. https://priberam.pt/dlpo/Default.aspx , norma brasileira.
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