Mari D'Elle
De Anton Chekhov.
Tradução de língua russa para língua inglesa.
De Constance Garnett.
De Love and Other Stories (Tales of Chekhov Vol XIII), ou https://archive.org/details/LoveAndOtherStoriestalesOfChekovVolXiii .
Tradução de língua inglesa para língua portuguesa do Brasil.
De Herculano de Lima Einloft Neto.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2017.
Era uma noite livre. Natalya Andreyevna Bronin (seu nome de casada era Nikitin), a cantora de ópera, está jazendo em seu quarto, seu ser todo estando abandonado a repouso. Ela jaz, deliciosamente sonolenta, pensando de sua filha pequena que vive em algum lugar longe distante com sua avó ou tia... A criança é mais preciosa para ela do que o público, buquês, notícias nos jornais, adoradores... e ela iria ser satisfeita de pensar sobre ela até manhã. Ela está feliz, em paz, e tudo que ela deseja é não ser impedida de jazer não incomodada, modorrando e sonhando de sua garota pequena.
Subitamente a cantora se sobressalta, e abre seus olhos bem abertos: há um toque de campainha abrupto áspero na entrada. Antes de dez segundos terem passado o sino tine uma segunda vez e uma terceira vez. A porta é aberta ruidosamente e alguém anda para dentro da entrada batendo seus pés como um cavalo, resfolegando e soprando com o frio.
"Amaldiçoado seja isso tudo, nenhum lugar para pendurar o sobretudo de um!" a cantora ouve uma voz baixa rouca. "Cantora celebrada, olhe para isso! Faz cinco mil por ano, e não pode obter um porta-chapéus decente!"
"Meu marido!" pensa a cantora, franzindo as sobrancelhas. "E eu creio que ele trouxe um de seus amigos para ficar a noite também... Odioso!"
Nenhuma paz mais. Quando o som alto de alguém assoando seu nariz e colocando fora suas galochas morre embora, a cantora ouve passos cautelosos em seu quarto... É o marido dela, 'mari d'elle', Denis Petrovitch Nikitin. Ele traz um sopro de ar frio e um cheiro de conhaque. Por um longo intervalo ele anda pelo quarto, respirando pesadamente, e, tropeçando contra as cadeiras no escuro, parece estar procurando por alguma coisa...
"O que você quer?" sua esposa geme, quando ela está cansada do espalhafato dele. "Você me acordou."
"Eu estou procurando pelos fósforos, meu amor. Você... você não está dormindo então? Eu lhe trouxe uma mensagem... Saudações daquele... qual-o-nome-dele?... companheiro ruivo que está sempre lhe enviando buquês... Zagvozdkin... Eu acabei de ter estado para o ver."
"Para que você foi a ele?"
"Oh, nada particular... Nós sentamos e conversamos e tivemos uma bebida. Diga o que você quiser, Nathalie, eu não gosto daquele indivíduo-Eu desgosto dele terrivelmente! Ele é um cabeça-dura raro. Ele é um homem rico, um capitalista; ele tem seiscentos mil, e você não iria nunca o supor. Dinheiro não é de nenhum uso mais para ele do que um rabanete para um cachorro. Ele não o gasta ele mesmo nem o dá para outros. Dinheiro deveria circular, mas ele mantém segurança firme dele, tem medo de se separar dele... Qual o bem de capital jazendo inativo? Capital jazendo inativo não é nada melhor do que grama."
'Mari d'elle' procura no escuro seu caminho para a beira da cama e, soprando, se senta aos pés de sua esposa.
"Capital jazendo inativo é pernicioso," ele continua. "Por que negócios foram costa abaixo em Rússia? Porque há tanto capital jazendo inativo entre nós; eles têm medo de o investir. É muito diferente em Inglaterra.... Não há nenhumas tais pessoas esquisitas como Zagvozdkin em Inglaterra, minha garota... Lá toda moeda de um quarto de pêni está em circulação... Sim... Eles não o mantêem trancado em baús lá...."
"Bem, isso está bem. Eu estou sonolenta."
"Diretamente... O que era que eu estava falando sobre? Sim... Nesses tempos duros suspensão é boa demais para Zagvozdkin... Ele é um tolo e um salafrário... Nada melhor do que um tolo. Se eu pedisse a ele por um empréstimo sem segurança-por que, uma criança poderia ver que ele não corre nenhum risco qualquer. Ele não entende, o asno! Por dez mil ele iria ter obtido uma centena. Em um ano ele iria ter outra centena de milhares. Eu pedi, eu conversei... mas ele não queria me dar, o cabeça-dura."
"Eu espero que você não tenha pedido a ele por um empréstimo em meu nome."
"H'm.... Uma pergunta esquisita..." 'Mari d'elle' é ofendido. "De qualquer jeito ele iria antes me dar dez mil do que você. Você é uma mulher, e eu sou um homem de qualquer jeito, uma pessoa de tipo de negócios. E que esquema eu proponho a ele! Não uma bolha, não alguma quimera, mas uma coisa inteira, substancial! Se um pudesse dar um golpe em um homem que fosse entender, um poderia obter vinte mil pela ideia sozinha! Mesmo você iria entender se eu fosse para lhe contar sobre ela. Apenas você... não tagarele sobre ela... nem uma palavra... mas eu fantasio que eu falei para você sobre ela já. Falei eu a você sobre peles de linguiça?"
"M'm... eventualmente."
"Eu creio que eu falei.... Você vê o ponto disso? Agora as lojas de provisões e os fazedores de linguiça obtêm suas peles de linguiça localmente, e pagam um preço alto por elas. Bem, mas se um fosse para trazer peles de linguiça do Cáucaso onde elas não valem nada, e onde elas são jogadas fora, então... onde você supõe que os fazedores de linguiça iriam comprar suas peles, aqui nos abatedouros ou de mim? De mim, de curso! Por que, eu irei as vender dez vezes tão baratas! Agora nos deixe olhar para isso desse jeito: todo ano em Petersburgo e Moscou e em outros centros essas mesmas peles iriam ser compradas à soma de... à soma de quinhentos mil, nos deixe supor. Isso é o mínimo. Bem, e se..."
"Você pode me contar amanhã... mais tarde...."
"Sim, isso é verdade. Você está sonolenta, 'pardon', eu vou apenas... diga o que você quiser, mas com capital você pode fazer bons negócios em todo lugar, onde quer que você vá.... Com capital mesmo fora de pontas de cigarro um pode fazer um milhão... Tome seu negócio teatral agora. Por que, por exemplo, veio Lentovsky a pesar? É muito simples. Ele não foi o caminho certo para trabalhar desde o primeiro mesmo. Ele não tinha nenhum capital e ele foi apressadamente aos cachorros.... Ele deveria primeiro ter assegurado seu capital, e então ter ido lentamente e cautelosamente... Hoje em dia, um pode facilmente fazer dinheiro por um teatro, quer ele seja um privado ou um do povo... se um produz as peças certas, cobra um preço baixo por admissão, e dá um golpe na fantasia pública, um pode pôr uma centena de milhares no bolso de um no primeiro ano... Você não entende, mas eu estou falando sentido... Você vê você gosta de acumular capital; você não é nada melhor do que aquele tolo Zagvozdkin, você o amontoa acima e não sabe para quê... Você não irá ouvir, você não quer... Se você fosse para o colocar em circulação, você não iria ter que estar indo com pressa por todo o lugar... Você vê para um teatro privado, cinco mil iria ser suficiente para um começo... Não como Lentovsky, de curso, mas em uma escala modesta... de um jeito pequeno. Eu obtive um gerente já, eu olhei um edifício apropriado... É somente o dinheiro que eu não tenho... Se apenas você entendesse coisas você teria se separado de seus Cinco por cento... suas ações de Preferências...."
"Não, 'merci'.... Você me espoliou o suficiente já... Me deixe sozinha, eu fui punida já..."
"Se você vai argumentar como uma mulher, então de curso..." suspira Nikitin, se levantando. "De curso..."
"Me deixe sozinha... Venha, vá embora e não me mantenha acordada... Eu estou farta de ouvir seu contrassenso."
"H'm... Para ser certo... de curso! Espoliou... pilhou... O que nós damos nós lembramos de, mas nós não lembramos do que nós tomamos."
"Eu nunca tomei qualquer coisa de você."
"É verdade? Mas quando nós não éramos uma cantora celebrada, às custas de quem vivíamos nós então? E quem, me permita perguntar, lhe levantou para fora de miséria e assegurou sua felicidade? Você não se lembra disso?"
"Venha, vá para cama. Vá em frente e durma isso fora."
"Intenciona você dizer que você pensa que eu estou bêbado?... se eu estou tão baixo aos olhos de uma tal grande dama... Eu posso ir completamente."
"O faça. Uma coisa boa também."
"Eu irei, também. Eu me humilhei o suficiente. E eu irei ir."
"Oh, meu Deus! Oh, vá, então! Eu irei ser contentíssima!"
"Muito bem, nós iremos ver."
Nikitin murmura alguma coisa para si mesmo, e, tropeçando sobre as cadeiras, vai fora do quarto. Então sons a alcançam desde a entrada de sussurro, galochas se arrastando e uma porta sendo fechada. 'Mari d'elle' tomou ofensa com seriedade e saiu.
"Graças a Deus, ele se foi!" pensa a cantora; "Agora eu posso dormir."
E enquanto ela adormece ela pensa de seu 'mari d'elle', que tipo de homem ele é, e como essa aflição veio sobre ela. A um tempo ele costumava viver em Tchernigov, e tinha uma situação lá como um guarda-livros. Como um indivíduo obscuro ordinário e não o 'mari d'elle', ele tinha sido inteiramente suportável; ele costumava ir para seu trabalho e tomar seu salário, e todas suas extravagâncias e projetos não iam nada mais adiante do que uma guitarra nova, calças compridas elegantes, e uma piteira de âmbar. Desde que ele tinha se tornado "o marido de uma celebridade" ele estava completamente transformado. A cantora lembrava que quando primeiramente ela lhe contou que ela estava indo para o palco ele tinha feito um espalhafato, se indignado, reclamado para os pais dela, a virado para fora da casa. Ela tinha sido obrigada a ir para o palco sem a permissão dele. Depois, quando ele ficou sabendo dos jornais e de várias pessoas que ela estava ganhando grandes somas, ele tinha 'a perdoado', abandonado guardar-livros, e se tornado encostado dela. A cantora era superada com perplexidade quando ela olhava para seu encostado: quando e onde tinha ele conseguido pegar gostos novos, polimento, e ares e graças? Onde tinha ele aprendido o gosto de ostras e de borgonhas diferentes? Quem tinha lhe ensinado a se vestir e fazer seu cabelo na moda e a chamar de 'Nathalie' em vez de Natasha?
"É estranho," pensa a cantora. "Em velhos dias ele costumava obter seu salário e o guardar, mas agora uma centena de rublos por dia não é suficiente para ele. Em velhos dias ele tinha medo de falar diante de garotos de escola por medo de dizer alguma coisa tola, e agora ele é sobre-familiarizado mesmo com príncipes... criatura pequena contemptível, desprezível!"
Mas então a cantora se sobressalta novamente; novamente há o clangor do sino na entrada. A doméstica, renhindo e raivosamente baqueando com seus chinelos, vai para abrir a porta. Novamente alguém entra e bate os pés como um cavalo.
"Ele voltou!" pensa a cantora. "Quando irei eu ser deixada em paz? É revoltante!" Ela é superada por fúria.
"Espere um pouco... Eu irei lhe ensinar a levantar essas farsas! Você irá ir embora. Eu irei fazer você ir embora!"
A cantora salta acima e corre de pés descalços para dentro da sala de estar pequena onde seu 'mari' usualmente dorme. Ela vem no momento quando ele está tirando a roupa, e cuidadosamente dobrando suas roupas sobre uma cadeira.
"Você foi embora!" ela diz, olhando para ele com olhos brilhantes cheios de ódio. "Para que você voltou?"
Nikitin permanece silencioso, e meramente fareja.
"Você foi embora! Cordialmente se retire esse minuto mesmo! Este minuto mesmo! Você está ouvindo?"
'Mari d'elle' tosse e, sem olhar para sua esposa, tira seu suspensório.
"Se você não for embora, sua criatura insolente, eu irei ir," a cantora continua, batendo seu pé descalço, e olhando para ele com olhos flamejantes. "Eu irei ir! Você está ouvindo, insolente... patife sem valor, lacaio, fora você vai!"
"Você poderia ter algum pudor diante de estranhos," murmura o marido dela...
A cantora olha em volta e somente então vê uma face não familiar que parece como uma de um ator.... A face, vendo os ombros não cobertos e pés descalços da cantora, mostra sinais de embaraçamento, e parece pronto para afundar através do chão.
"Me deixe apresentar..." murmura Nikitin, "Bezbozhnikov, um gerente provinciano."
A cantora profere um guincho, e corre fora para dentro de seu quarto.
"Aí, você vê..." diz 'mari d'elle', enquanto ele se estira no sofá, "era tudo mel agora mesmo... meu amor, meu querido, meu bem-amado, beijos e abraços... mas tão cedo como dinheiro é tocado sobre, então... Como você vê... dinheiro é a coisa grande... Boa noite!"
Um minuto depois há um ronco.
Cf. Houaiss, Avery, Dicionário Barsa.
Cf. Dicionário Houaiss da língua portuguesa.
Cf. http://michaelis.uol.com.br/moderno-ingles/ .
Cf. http://www.wordreference.com/enpt/ , Dicionário Inglês-Português (Brasil).