quinta-feira, 22 de junho de 2017


A Morte de Um Escrevente de Governo
De Anton Chekhov.
Tradução de língua russa para língua inglesa.
De Constance Garnett.
De Love and Other Stories (Tales of Chekhov, Vol. XIII), ou https://archive.org/details/LoveAndOtherStoriestalesOfChekovVolXiii .
Tradução de língua inglesa para língua portuguesa do Brasil.
De Herculano de Lima Einloft Neto.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2017.

Uma noite fina, um escrevente de governo não menos fino chamado Ivan Dmitritch Tchervyakov estava sentado na segunda fila da primeira seção, olhando fixamente através de um binóculo de ópera às 'Cloches de Corneville'. Ele olhava fixamente e se sentia na culminância de felicidade. Mas subitamente.... Em histórias um tão frequentemente se encontra com esse "Mas subitamente." Os autores estão certos: vida é tão cheia de surpresas! Mas subitamente sua face se franziu acima, seus olhos desapareceram, sua respiração foi presa . . . ele tirou o binóculo de seus olhos, se curvou e ... "Aptchee!!!" ele espirrou como você percebe. Não é repreensível para qualquer um espirrar em qualquer lugar. Camponeses espirram e também o fazem superintendentes de polícia, e algumas vezes mesmo conselheiros privados. Todos homens espirram. Tchervyakov não estava nem um mínimo confuso, ele limpou sua face com seu lenço, e como um homem polido, olhou em volta para ver se ele tinha incomodado qualquer um por seu espirrar. Mas então ele foi superado com confusão. Ele viu que um gentil-homem velho sentado em frente dele na primeira fila da primeira seção estava limpando cuidadosamente sua cabeça careca e seu pescoço com sua luva e murmurando alguma coisa para si mesmo. No gentil-homem velho, Tchervyakov reconheceu Brizzhalov, um general civil servindo no Departamento de Transporte.

"Eu respinguei nele," pensou Tchervyakov, "ele não é o chefe de meu departamento, mas ainda assim é desagradável. Eu preciso me desculpar."

Tchervyakov deu uma tossida, curvou sua pessoa toda à frente, e sussurrou na orelha do general.

"Perdão, sua Excelência, eu respinguei você ... acidentalmente...."

"Deixe para lá, deixe para lá."

"Pelo amor de Deus me desculpe, eu ... Eu não intencionei."

"Oh, por favor, se sente! Me deixe escutar!"

Tchervyakov estava embaraçado, ele sorriu estupidamente e caiu a olhar fixamente para o palco. Ele olhava fixamente para ele mas não estava mais sentindo felicidade. Ele começou a ser importunado por inquietude. No intervalo, ele foi até Brizzhalov, andou ao lado dele, e superando sua timidez, murmurou:

"Eu respinguei você, sua Excelência, me desculpe... você vê... eu não o fiz para...."

"Oh, isso é suficiente...eu tinha o esquecido, e você continua sobre isso!" disse o general, movendo seu lábio inferior impacientemente.

"Ele esqueceu, mas há uma luz perversa em seu olho," pensava Tchervyakov, olhando suspeitosamente para o general "E ele não quer conversar. Eu deveria explicar a ele ... que eu realmente não intencionei ... que é a lei de natureza ou então ele irá pensar que eu intencionei cuspir nele. Ele não o pensa agora, mas ele irá o pensar depois!"

Em chegando em casa, Tchervyakov contou a sua esposa da brecha de boas maneiras dele. O assustou que sua esposa tomava frívola demais uma vista do incidente; ela estava um pouco amedrontada, mas quando ela ficou sabendo que Brizzhalov estava em um departamento diferente, ela ficou tranquilizada.

"Ainda assim, você faria melhor em ir e se desculpar," ela disse, "ou ele irá pensar que você não sabe como se comportar em público."

"É justamente isso! Eu me desculpei, mas ele o tomou de alguma forma estranhamente ... ele não disse uma palavra de senso. Não havia tempo para falar propriamente."

No dia seguinte Tchervyakov colocou um uniforme novo, teve seu cabelo cortado e foi à casa de Brizzhalov para explicar; indo para dentro da sala de recepção do general ele viu lá um número de peticionários, e dentre eles o general ele-mesmo, que estava começando a os entrevistar. Depois de questionar diversos peticionários o general levantou seus olhos e olhou para Tchervyakov.

"Ontem no 'Arcadia', se você rememora, sua Excelência," o último começou, "Eu espirrei e ... acidentalmente respinguei ... Exc...."

"Que contrassenso.... é além de qualquer coisa! O que eu posso fazer por você," disse o general se endereçando ao próximo peticionário.

"Ele não quer falar," pensou Tchervyakov, se tornando pálido; "isso significa que ele está com raiva.... Não, não pode ser deixado assim.... Eu irei explicar para ele."

Quando o general tinha terminado sua conversa com o último dos peticionários e estava virando para seus apartamentos interiores, Tchervyakov deu um passo para ele e murmurou:

"Sua Excelência! Se eu me aventuro a incomodar sua Excelência, é simplesmente de um sentimento eu posso dizer de arrependimento!... Não foi intencional se você irá com graça acreditar em mim."

O general fez uma face lacrimosa, e agitou sua mão.

"Por que, você está simplesmente fazendo graça de mim, senhor," ele disse enquanto ele fechava a porta atrás dele.

"Onde está o fazer graça nisso?" pensava Tchervyakov, "não há nada do tipo! Ele é um general, mas ele não pode entender. Se isso é como é eu não vou me desculpar a esse 'fanfaron' mais! O diabo o leve. Eu irei escrever uma carta para ele, mas eu não irei ir. Por Jove, eu não irei."

Assim pensava Tchervyakov enquanto ele andava para casa; ele não escreveu uma carta para o general, ele ponderou e ponderou e não podia fazer essa carta. Ele tinha que ir no dia seguinte para explicar em pessoa.

"Eu me aventurei a incomodar sua Excelência ontem," ele murmurou, quando o general levantou olhos inquiridores sobre ele, "não para fazer graça como você ficou satisfeito em dizer. Eu estava me desculpando por ter respingado você em espirrar.... E eu não sonhei de fazer graça de você. Devesse eu ousar fazer graça de você, se nós devessemos tomar a fazer graça, então não haveria nenhum respeito por pessoas, haveria...."

"Vá embora!" gritou o general, se tornando subitamente púrpura, e se tremendo todo.

"O que?" perguntou Tchervyakov, em um sussurro se tornando estarrecido com horror.

"Vá embora!" repetiu o general, batendo o pé.

Alguma coisa pareceu ceder no estômago de Tchervyakov. Não vendo nada e não ouvindo nada ele balançou para a porta, foi para fora para dentro da rua, e foi cambaleando ao longo.... Alcançando casa mecanicamente, sem tirar seu uniforme, ele deitou abaixo no sofá e morreu.

Cf. Houaiss, Avery, Dicionário Barsa.
Cf. Dicionário Houaiss da língua portuguesa.
Cf. http://michaelis.uol.com.br/moderno-ingles/ .
Cf. http://www.wordreference.com/enpt/ , Dicionário Inglês-Português (Brasil).

sábado, 17 de junho de 2017


Um Homem Peculiar
De Anton Chekhov.
Tradução de língua russa para língua inglesa.
De Constance Garnett.
De The Schoolmaster and Other Stories (Tales of Chekhov), ou https://ebooks.adelaide.edu.au/c/chekhov/anton/schoolmaster/chapter17.html .
Tradução de língua inglesa para língua portuguesa do Brasil.
De Herculano de Lima Einloft Neto.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2017.

Entre doze e uma a noite um gentil-homem alto, usando uma cartola e um sobretudo com um capuz, para diante da porta de Marya Petrovna Koshkin, uma parteira e uma criada velha. Nem face nem mão podem ser distinguidas na escuridão de outono, mas na maneira mesma de seu tossir e o tocar do sino uma certa solidez, positividade, e mesmo ser impressivo podem ser discernidos. Depois do terceiro ringue a porta se abre e Marya Petrovna ela mesma aparece. Ela tem o sobretudo de um homem lançado sobre sua combinação branca. A lâmpada pequena com a sombra verde que ela segura em sua mão joga uma luz esverdeada sobre sua face pintalgada, sonolenta, seu pescoço alto e magro e o cabelo avermelhado, liso que erra desde sob o chapéu dela.

"Posso eu ver a parteira?" pergunta o gentil-homem.

"Eu sou a parteira. O que você quer?"

O gentil-homem anda para dentro da entrada e Marya Petrovna vê de frente para ela um homem bem-feito, alto, não mais jovem, mas com uma face severa, vistosa e pelos de bigode e barba cerrados.

"Eu sou um assessor colegiado, meu nome é Kiryakov," ele diz. "Eu vim a buscar para minha esposa. Apenas por favor se apresse."

"Muito bem ..." a parteira assente. "Eu irei me vestir imediatamente, e eu preciso o incomodar para que me espere na sala de estar."

Kiryakov tira seu sobretudo e vai para dentro da sala de estar. A luz esverdeada da lâmpada jaz escassamente sobre a mobília barata em capas brancas remendadas, sobre as flores deploráveis e os pilares em que hera está colocada.... Há um cheiro de gerânio e carbólico. O relógio pequeno na parede tica timidamente, como se embaraçado à presença de um homem estranho.

"Eu estou pronta," diz Marya Petrovna, vindo para dentro da sala cinco minutos depois, vestida, lavada, e pronta para ação. "Vamos."

"Sim, você precisa se apressar," diz Kiryakov. "E, a propósito, não é fora de lugar inquirir - o que você cobra por seus serviços?"

"Eu realmente não sei..." diz Marya Petrovna com um sorriso embaraçado. "Tanto quanto você quiser dar."

"Não, eu não gosto disso," diz Kiryakov, olhando friamente e constantemente para a parteira. "Um arranjamento previamente é melhor. Eu não quero tomar vantagem de você e você não quer tomar vantagem de mim. Para evitar desentendimentos é mais sensível para nós fazer um arranjamento previamente."

"Eu realmente não sei - não há preço fixo."

"Eu trabalho eu-mesmo e estou acostumado a respeitar o trabalho de outros. Eu não gosto de injustiça. Será igualmente desagradável para mim se eu lhe pagar pouco demais, ou se você demandar de mim muito demais, e então eu insisto em que você nomeie sua cobrança."

"Bem, há tais cobranças diferentes."

"H'm. Em vista de sua hesitação, que eu falho em entender, eu sou constrangido a fixar a soma eu-mesmo. Eu posso lhe dar dois rublos."

"Bom gracioso! ... Sobre minha palavra! ..." diz Marya Petrovna, se tornando carmesim e passando para trás. "Eu estou realmente envergonhada. Ao invés de tomar dois rublos eu irei ir por nada....Cinco rublos, se você gostar."

"Dois rublos, nem um copeque a mais. Eu não quero tomar vantagem de você, mas eu não intenciono ser cobrado a mais."

"Como lhe aprouver, mas eu não estou indo por dois rublos...."

"Mas por lei você não tem o direito de recusar."

"Muito bem, eu irei ir por nada."

"Eu não irei a ter por nada. Todo trabalho deveria receber remuneração. Eu trabalho eu-mesmo e eu entendo que ...."

"Eu não irei ir por dois rublos," Marya Petrovna responde brandamente. "Eu irei ir por nada se você gostar."

"Nesse caso eu me arrependo de que eu lhe incomodei por nada.... Eu tenho a honra de lhe desejar adeus."

"Bem, você é um homem!" diz Marya Petrovna, o vendo dentro da entrada. "Eu irei ir por três rublos se isso for o satisfazer."

Kiryakov franze as sobrancelhas e pondera por dois minutos inteiros, olhando com concentração sobre o chão, então ele diz resolutamente, "Não," e vai para fora para dentro da rua. A parteira desconcertada e surpresa tranca a porta depois dele e vai para trás para dentro de seu quarto.

"Ele é vistoso, respeitável, mas quão estranho, Deus abençoe o homem!..." ela pensa enquanto ela vai para cama.

Mas em menos de meia hora ela ouve outro ringue; ela levanta e vê o mesmo Kiryakov novamente.

"Extraordinário o jeito de que coisas são mal administradas. Nem o químico, nem a polícia, nem os porteiros-de-casa podem me dar o endereço de uma parteira, e então eu estou sob a necessidade de assentir a seus termos. Eu irei lhe dar três rublos, mas... Eu a aviso previamente que quando eu contrato serventes ou recebo qualquer tipo de serviços, eu faço um arranjamento previamente para que quando eu pagar não possa haver conversa de extras, gorjetas, ou qualquer coisa do tipo. Todo mundo deveria receber o que lhe é devido."

Marya Petrovna não tem ouvido Kiryakov por muito tempo, mas já ela sente que ela é entediada e repelida por ele, que o falar medido, regular dele jaz como um peso sobre a alma dela. Ela se veste e vai para fora para dentro da rua com ele. O ar está quieto mas frio, e o céu está tão nublado que a luz das lâmpadas de rua é dificilmente visível. A neve molhada faz ruído sob os pés deles. A parteira olha atentamente mas não vê uma carruagem.

"Eu suponho que não é longe?" ela pergunta.

"Não, não longe," Kiryakov responde severamente.

Eles andam abaixo de uma esquina, uma segunda, uma terceira.... Kiryakov anda com passos largos ao longo, e mesmo em seu passo sua respeitabilidade e positividade é aparente.

"Que clima horrível!" a parteira observa a ele.

Mas ele preserva um silêncio digno, e é perceptível que ele tenta pisar nas pedras planas para evitar estragar suas galochas. Finalmente depois de uma caminhada longa a parteira passa para dentro da entrada; da qual ela pode ver uma sala de estar decentemente mobiliada grande. Não há uma alma nos cômodos, mesmo no quarto onde a mulher está jazendo em trabalho de parto....As mulheres velhas e parentes que concorrem em multidão a todo confinamento não estão para ser vistos. A cozinheira passa com pressa para lá e para cá, com uma face vaga e amedrontada. Há um som de gemidos altos.

Três horas passam. Marya Petrovna fica sentada ao lado da cama da mãe e sussurra para ela. As duas mulheres já têm tido tempo de fazer amizade, elas vieram a conhecer uma a outra, elas mexericam, elas suspiram juntas....

"Você não deve falar," diz a parteira ansiosamente, e ao mesmo tempo ela despeja perguntas sobre ela.

Então a porta se abre e Kiryakov ele-mesmo vem quietamente e estolidamente para dentro do quarto. Ele senta na cadeira e afaga seus pelos de bigode e barba. Silêncio reina. Marya Petrovna olha timidamente a sua face de madeira, desapaixonada, vistosa e espera por ele para começar a conversar, mas ele permanece absolutamente silencioso e absorvido em pensamento. Depois de esperar em vão, a parteira se decide a começar ela-mesma, e profere uma frase comummente usada em confinamentos.

"Bem agora, graças a Deus, há um ser humano mais no mundo!"

"Sim, isso é agradável," disse Kiryakov, preservando a expressão de madeira de sua face, "embora de fato, pelo outro lado, para ter mais crianças você precisa ter mais dinheiro. O bebê não nasce alimentado e vestido."

Uma expressão culpada vem dentro da face da mãe, como se ela tivesse trazido uma criatura para dentro do mundo sem permissão ou através de capricho inativo. Kiryakov se levanta com um suspiro e anda com dignidade sólida para fora do quarto.

"Que homem, Deus o abençoe!" diz a parteira para a mãe. "Ele é tão severo e não sorri."

A mãe lhe diz que 'ele' é sempre desse jeito...Ele é honesto, justo, prudente, sensivelmente econômico, mas tudo isso a um tal grau excepcional que simples mortais se sentem sufocados por isso. Seus parentes se apartaram dele, os serventes não irão ficar mais do que um mês; eles não têm amigos; a esposa e os filhos dele estão sempre em ganchos[1] de terror sobre todo passo que eles tomam. Ele não grita com eles nem bate neles, as virtudes dele são bem mais numerosas do que seus defeitos, mas quando ele vai fora da casa eles todos se sentem melhor, e mais à vontade. Por que é assim a mulher ela-mesma não pode dizer.

"As bacias precisam ser propriamente lavadas e guardadas no armário do armazém," diz Kiryakov, vindo para dentro do quarto. "Essas garrafas precisam ser guardadas também: elas podem vir a ser úteis."

O que ele diz é muito simples e ordinário, mas a parteira por alguma razão se sente confundida. Ela começa a ter medo do homem e treme toda vez que ela ouve seus passos. Na manhã enquanto ela está se preparando para partir ela vê o filho pequeno de Kiryakov, um garoto de escola de cabelo aparado, pálido, na sala de jantar bebendo seu chá.... Kiryakov está ficando de pé oposto a ele, dizendo em sua voz regular, plana:

"Você sabe como comer, você precisa saber como trabalhar também. Você acabou de engolir um bocado mas não refletiu provavelmente que esse bocado custa dinheiro e dinheiro é obtido por trabalho. Você precisa comer e refletir...."

A parteira olha para a face inerte do garoto, e parece a ela como se o ar mesmo está pesado, que um pouco mais e as paredes mesmas irão cair, incapazes de suportar a presença esmagadora do homem peculiar. Ao lado dela mesma com terror, e por agora sentindo um ódio violento pelo homem, Marya Petrovna junta acima seus pacotes e apressadamente parte.

A meio caminho para casa ela se lembra que ela esqueceu de pedir por seus três rublos, mas depois de parar e pensar por um minuto, com um agito de sua mão, ela continua.

Cf. Houaiss, Avery, Dicionário Barsa.
Cf. Dicionário Houaiss da língua portuguesa.
Cf. http://michaelis.uol.com.br/moderno-ingles/ .
Cf. http://www.wordreference.com/enpt/ , Dicionário Inglês-Português (Brasil).
Cf. dict, GNU/Linux.

Notas de Tradução:

[1] tenterhooks, ganchos, etc.

quarta-feira, 14 de junho de 2017


Um Erro Grave
De Anton Chekhov.
Tradução de língua russa para língua inglesa.
De Constance Garnett.
De Love and Other Stories (Tales of Chekhov Vol XIII), ou https://archive.org/details/LoveAndOtherStoriestalesOfChekovVolXiii .
Tradução de língua inglesa para língua portuguesa do Brasil.
De Herculano de Lima Einloft Neto.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2017.

Ilya Sergeitch Peplov e sua esposa Kleopatra Petrovna estavam ficando de pé à porta, escutando de maneira gananciosa. No outro lado na sala de estar pequena uma cena de amor estava aparentemente tomando lugar entre duas pessoas: a filha deles Natashenka e um professor da escola de distrito, chamado Shchupkin.

"Ele está se animando!" sussurrou Peplov, tremendo com impaciência e esfregando suas mãos. "Agora, Kleopatra, pense; tão cedo como eles começarem a falar de seus sentimentos, tome abaixo o ícone[1] da parede e nós iremos ir para dentro e os abençoar...Nós iremos o pegar...Uma benção com um ícone é sagrada e vinculante...Ele não poderia sair fora disso, se ele o trouxesse para dentro de corte."

Do outro lado da porta essa era a conversa:

"Não continue desse jeito!" disse Shchupkin, riscando um palito de fósforo contra suas calças compridas enxadrezadas. "Eu nunca escrevi para você quaisquer cartas!"

"Eu gosto disso! Como se eu não conhecesse sua escrita!" deu risadinhas a garota com um guincho afetado, continuamente espreitando a si mesma no espelho. "Eu a reconheci imediatamente! E que homem estranho você é! Você é um mestre de escrita, e você escreve como uma aranha! Como você pode ensinar escrita se você escreve tão mal você mesmo?"

"H'm!...Isso não quer dizer nada. A coisa grande em lições de escrita não é a mão que um escreve, mas manter os garotos em ordem. Você golpeia um na cabeça com uma régua, faz outro se ajoelhar abaixo.... Além disso, não há nada em caligrafia! Nekrassov era um autor, mas a caligrafia dele é uma desgraça, há um espécime dela nos trabalhos coligidos dele."

"Você não é Nekrassov . . . ." (Um suspiro). "Eu deveria amar casar com um autor. Ele iria sempre estar escrevendo poemas para mim."

"Eu posso lhe escrever um poema, também, se você gostar."

"Sobre o que você pode escrever?"

"Amor - paixão - seus olhos. Você irá ficar maluca quando você o ler. Ele iria extrair uma lágrima de uma pedra! E se eu lhe escrever um poema real, irá você me deixar beijar sua mão?"

"Isso não é nada demais! Você pode a beijar agora se você gostar."

Shchupkin pulou acima, e fazendo olhos tímidos, se curvou sobre a mão pequena gorda que cheirava a sabão de ovo.

"Tome abaixo o ícone," Peplov sussurrou em uma perturbação, pálido com excitação, e abotoando seu sobretudo enquanto ele cutucava sua esposa com seu cotovelo. "Venha junto, agora!"

E sem um atraso de um segundo Peplov lançou aberta a porta.

"Crianças," ele murmurou, levantando acima seus braços e piscando em pranto, "o Senhor os abençoe, minhas crianças. Possam vocês viver - ser frutíferos - e se multiplicar."

"E - e eu os abençoo, também," a mamãe pôs para fora, chorando com felicidade. "Possam vocês ser felizes, meus queridos! Oh, você está levando de mim meu único tesouro!" ela disse a Shchupkin. "Ame minha garota, seja bom para ela...."

A boca de Shchupkin caiu aberta com perplexidade e alarme. O ataque dos pais era tão confiante e inesperado que ele não poderia proferir uma única palavra.

"Eu estou dentro para isso! Eu estou juntado!" ele pensava, se tornando sem energia com horror. "Está tudo acabado com você agora, meu garoto! Não há escapatória!"

E ele curvou sua cabeça submissamente, como se para dizer, "Me leve, eu estou vencido."

"Ben-bençãos sobre você," o papai continuou, e ele, também, derramou lágrimas. "Natashenka, minha filha, fique ao lado dele. Kleopatra, me dê o ícone."

Mas nesse ponto o pai subitamente deixou de chorar, e sua face era contorcida com raiva.

"Sua tola!" ele disse raivosamente para sua esposa. "Você é uma idiota! É esse o ícone?"

"Ach, santos vivos!"

O que tinha acontecido? O mestre de escrita se levantou e viu que ele estava salvo; em sua confusão a mamãe tinha pegado da parede o retrato de Lazhetchnikov, o autor, em engano pelo ícone. Velho Peplov e sua esposa estavam desconcertados no meio da sala, segurando o retrato no alto, não sabendo o que fazer ou o que dizer. O mestre de escrita tomou vantagem da confusão geral e saiu de modo despercebido.

Cf. Houaiss, Avery, Dicionário Barsa.
Cf. Dicionário Houaiss da língua portuguesa.
Cf. http://michaelis.uol.com.br/moderno-ingles/ .
Cf. http://www.wordreference.com/enpt/ , Dicionário Inglês-Português (Brasil).

Notas de Tradução:

[1] ikon, ícone, imagem sacra.